Divagações de um road novel

"Só perdidos é que nos encontramos".

Só um road novel se atreve a abandonar tudo, tomar uma estrada e percorrer uma cidade, um país, explorar o mundo... E enfrentar todas as questões que a vida e o Universo lhe propõem.

Há algum tempo que não venho aqui.

Hoje foi um dia não. Pior: foi o pior dia que tive há... Sei lá, até hoje foi um dos piores dias da minha vida.
E ninguém quer saber disso.

Hum... Não sei.

Sou a pessoa mais benevolente porque quero sê-lo. Porque acho que mereces.

Mas chega uma altura em que não o mereces. Mas, ainda assim, eu fecho os olhos, tento falar e avançar, porque de todas as pessoas és das poucas a quem sou capaz de dar 1356 oportunidades.

Até ao dia em que és ingrato. Até ao dia em que decides ser arrogante, comigo. Como se eu te desse qualquer razão que seja para tal.

Foste hoje a pessoa mais ingrata e egoísta que podias ter sido. Respondeste da pior maneira que podias ter respondido. E queixas-te da atitude dos outros; e queixas-te do que não farias a ninguém. Eu fechei os olhos quando também senti que o fizeste.

Hoje, quiseste armar-te em arrogante. E só tenho pena de uma coisa: de ser eu quem vai sofrer por se afastar.



P.S.: nem sempre tens razão. Apenas queres tê-la.

Sim, há aquelas alturas em que estamos tão bem com os nossos amigos que 2 segundos bastam para pensar em... Fazer uma loucura!

Não é beeeem uma loucura, mas dentro dos nossos limites é algo bastante inesperado. Nem minimamente planeado.

E, meu Deus, sabe tão bem!

Experimentem um dia serem desta maneira impulsivos: vamos fazer isto. Vamos ali! E vão ver como se vão sentir bem convosco próprios. E não vão querer nem mais nem menos, por pouco que isso seja.

Ou não...

Epá, grrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr merda.

Embebedo-me com esta musica.

Estou a ouvi-la e não quero outra coisa. Sair. Com quem quer que seja. E beber.


A simplicidade é um tesouro infinito.

Se não podes ter o que queres, contenta-te com o que tens...



Detesto o frio.

Detesto!!!!!


Tirando isso, a vida vai boazinha. Tudo sobre rodas. Ando um bocado chato ultimamente. E disso podíamos discutir. Pode ser?

Devo dizer que não gosto do Ano Novo.
É a altura mais deprimente do ano.

Antes de mais, em altura nenhuma do ano sentimos mais o passar do tempo, a inevitabilidade de voltar ao passado... O Ano Novo significa apenas uma coisa: que vamos avançar para 2010 e que 2009 vai desaparecer. Nunca mais na vida vou viver um 2009, e por muito que tenha aproveitado este ano não vou poder voltar atrás. Nunca na vida vou viver mais um 13 de Junho de 2009, por exemplo, este ano nunca mais vai aparecer no meu calendário, e passaram 365 dias. É um ano que deitamos fora em prol doutro.

Enfim, como o fim é inevitável.

Balanço de 2009? Bem... Foi um ano longo, principalmente desde Janeiro a Agosto. De Agosto para hoje passou num instante, mas nos primeiros meses demorou-se. Nos primeiros meses foi magnífico, e os últimos foram apenas o consolidar do que estou a viver.

Não vou acabar 2009 da maneira que queria, infelizmente. Pelo menos, 2009 vai acabar pior do que começou. Ainda assim, 2009 foi um ano feliz, porque fiz da minha vida o meu barro: a grande lição foi que, se queremos mudar, se queremos ser, somos, porque o Destino está nas nossas mãos. Passei a acreditar nisso. Querem isto? Ela virá.

Conheci mais pessoas do que alguma vez imaginei. A maioria foram boas pessoas, excelentes pessoas, que admiro muitíssimo.
Há quem diga na brincadeira que desde que me comecei a dar com ele que piorei, mas só posso dizer que foi a melhor coisa que me aconteceu este ano, é sem dúvida uma pessoa com quem espero manter a mesma relação daqui a muito mais tempo (até ao dia em que tiremos a licença de porte de arma juntos e nos desafiemos um ao outro).(mentira, tu convences-me a tirar a licença e eu convenço-te a dar a volta à Europa comigo. Eu depois abandono-te no meio dos Alpes, vais gostar daquilo quando estiveres a morrer de frio. Literalmente).

Depois, tenho aquelas pessoas de quem me aproximei e descobri que valia a pena apostar também. São todas elas pessoas únicas, muito elas próprias, e que por isso mesmo também admiro. Pessoas com quem sou capaz de dar a volta a Lisboa inteira, andar 20km e ainda assim não paramos de conversar.

A nível escolar, não tenho muito a dizer, excepto que até quando pensei que tinha piorado descobri que nunca estive melhor. Confuso.

A nível de leituras (ver o Cantinho do Bookoholic!)... Li vários livros, gostei de imensos, mas nenhum "1984", "O Senhor dos Anéis" ou "Os Pilares da Terra" =). Pelo contrário, vou na página 50 de "Os Maias" e já chorei baba e ranho (porra, eu sabia que aquilo ia acontecer!!!! Mas é a escrita do Eça, o gajo tanto nos põe a rir com tanta ironia como nos emociona...). De qualquer maneira, "A Loja dos Suicídios" foi um género que descobri e que me agradou muitíssimo. Diferente.

Música: descobri tanto que nem vale a pena referir tudo. Foram centenas de sons. Especial atenção a Radiohead, God is an Astronaut, Rise Against e Chevelle, Editors, Skunk Anansie, Lady Gaga (HAHAHAHAHAHA), um regresso feliz a Metallica (e a idolatração de álbuns como "Ride the Lightning"), Jeff Buckley, Nirvana, e milhares de músicas soltas, como "Wuthering Heights" de Kate Bush, "Save Tonight" de Eagle Eye Cherry, Placebo, a já habitual banda sonora de Anatomia de Grey, MGMT, Empire of the Sun, Beck, "Disarm" e "Today" dos Smashing Pumpkins, Versus the World (ainda a descobri, excelente!!), e eu disse que não me ia alongar não disse?

Olhem, e acho que já disse tudo. Vendo bem, foi um ano cheio... E sabem que mais? Venha o próximo ano, 2010 para a frente!!

Algures, acho que algumas vezes pareço diferente.

Algures, aconteceu uma coisa horrível: deixei-me confiar demasiado, e parece que isso resultou nalgumas doses de convencimento.

É verdade? Sou assim? Onde estou a errar na minha atitude?
Eu reconheço, o que quer que seja.

E agradeço que digas porque, como uma vez alguém me disse, "quero ser o melhor amigo possível". E não gostava de sair desse lugar.

Estou a estudar para Físico-Química. Estamos a apenas três semanas das férias, é a etapa final... Sentimos essa aproximação. Sentimos que é altura de nos prepararmos.

Para o quê?

Para o Natal, claro está.

É por isso que fico feliz quando, fechado no quarto, embrulhado em livros e cadernos... Olho pela minha querida janela e vejo que uma árvore à frente da igreja está coberta de luzes. Sinto-me alegre. Sinto-me mais aqui. Sinto o Natal.

É que as pessoas se deixem influenciar tão facilmente pelos outros.

Não, não é o facto de serem influenciadas.

Mas o facto de irem contra o que diziam anteriormente.

Faz-me perder toda a confiança.

... um dia. Daqueles que não são mais do que os outros, mas que de alguma maneira foram um marco nas nossas pessoas.

Não era escola. Era visita de estudo. E dessa visita lembro-me de me sentar à beira de um lago, sozinho... Na verdade, não estava sozinho. Ao meu lado a C., também ela relaxada naquele canto do parque, à beira daquele lago e longe de todos os restantes. Estávamos sozinhos, os outros do outro lado do parque, e se ela queria estar ali, refugiada, eu estava ali porque me via mudado. Olhei para o lago e vi que a vida já era minha.
Foi esse o primeiro dia. Foi esse o dia em que te tornaste o meu melhor amigo, um dos mais importantes, e sem dúvida a pessoa a quem eu confiaria o cérebro, o coração ou o carro. Não, nunca estamos à espera de conhecer uma pessoa que se vai tornar uma das mais importantes. Não se calcula. Mas foi nesse dia, e não depois, que te tornaste essa pessoa que sigo, que segue, e por isso que não vejo que escape nos próximos tempos (como quem diz, até uma idade bem avançada). Porque a pessoa que és, orgulhoso, inteligente, único e verdadeiro, foste-o muito antes, tenho a certeza.

Havia desgosto. Por vezes queremo-nos esquecer dessas cenas, mas elas existiram. E nesse dia havia desgosto, principalmente para R. (não digas que não, porque seria mentira). Esse dia ainda hoje permanece na minha mente como "Audience of One". E, porém, foi quando realmente comecei a conhecê-lo. Não, não era muito de falar (ok, eu mudei, tenho a noção disso, e ainda na terça-feira fiquei assombrado com o quanto mudei nos últimos tempos... Foi mesmo bastante). Mas o sol a espreguiçar-se por entre as nuvens era belo para ambos.
Não obstante o desgosto, ao meu lado já sabia quem era. Porque no dia anterior, de alguma forma, por razões que, confesso, ainda hoje não sei bem, R. abriu-se. E eu passei a saber dele. E ele passou a saber de mim (embora muitas vezes receie que nem sempre sei).

É por isso que me sinto frustrado quando dizes que não queres falar com ninguém, e incluis-me nesse ninguém. É por isso que sou chato contigo. É por isso que me sinto irritado quando te esqueces. Somehow, já não podes dizer que viver e morrer não tem sentido, porque mudaste uma vida.

Conclusão: peguem no livro "Como tornar-se doente mental" e analisem o meu caso.

A verdade é que os nossos conhecidos, amigos e as pessoas de quem gostamos continuam a viver e, através deles, nós também. A questão não é o que tivemos, mas o que demos; não é a nossa aparência, mas como vivemos. E não se trata apenas de sermos lembrados - trata-se de dar às pessoas uma boa razão para se lembrarem de nós.

Ghostgirl - A Rapariga Invisível, Tonya Hurley



Não dá vontade de ir rever os filmes e reler os livros?

A mim dá...

É o que dá estar engripado...
7 dias em casa. Damn. Vou ao clube vídeo trazer uma mala de filmes. E pegar nos 200 livros que tenho por ler.

Tirem-me a Maitê Proença da frente!!! Já estou farto de ouvir falar sobre a mulher, chiça! -.-

Está bem, cuspir na fonte do Mosteiro dos Jerónimos foi a coisa mais porca que podia ter feito. Já agora, e todos aqueles portugueses que também o fazem? Sim, não pensem que ela foi a única...

Eu sei que ela teve uma atitude reprovável. Ei, mas aquele programa não é para mostrar cultura, é para a parvoíce! Repararam na futilidade da apresentadora e de todas as que lá participam?

Epá, get over it... Já sabemos que ninguém gosta dela. Mas há coisas mais importantes para discutir.

Olá outra vez,
Andei desaparecido, mas tou de volta por mais algum tempo!

Hoje o meu tópico é revolucionário!
É sobre o acordo ortográfico.

Nós somos portugueses. Nós (ou pelo menos alguns de nós) escrevemos bom português! Português com acentos e vírgulas, português que é... de Portugal!
Entretanto, aqui à uns tempos quando ainda eramos um país como deve ser, descobrimos o Brasil com um navegador que não sabia o que fazia, porque chegou ao Brasil a pensar que tinha ido para a Índia. Percebia de navegação aos potes!
Agora, na época moderna, sou obrigado a escrever, aliás, tornou-se oficial escrever como quem não aprendeu português como deve ser!
Eu pergunto-me, mas afinal, o português é português-PT ou português-BR?

Eu digo facto e fato, e devo dizer fato e fato. Engraçadíssimo!


São 19h37. Lua cheia. Tinha de apontar isto (porque, afinal, este canto também pode servir de diário não pode?).

O céu está com aquele azul escuro que nos faz pensar que não é daqui, é estrangeiro. Algumas nuvens aqui e ali, longas e muito finas, pelo que se consegue ver para lá delas. Como uns poucos lençóis espalhados pelo céu.

A lua não está muito alta. Está acima de todos os prédios, mas muito abaixo do seu trono lá ao pé das estrelas. A cor dela não é branca... É como que um amarelo muito, muito, muito fraco. Ou um branco muito velho. Eu acho que é já um branco muito velho, com milhões de anos... Ou talvez seja um amarelo dorido de tantos anos a rodar...

A questão é, não está branca. Está melancólica.

E à sua frente estendem-se dessas nuvens muito finas, que estão ali apenas como quando o pintor passa o carvão por cima do seu quadro, parece que não toca mas se lá não estivesse perderia o que faz dele tão real.

É este tipo de paisagem que me faz querer não estar aqui.
Verdadeiramente bonito. E longínquo.

Depois de uma campanha bastante acesa e discutida...

Ganha o PS e temos de novo José Sócrates como primeiro-ministro!!!

=O

Vou explicar-me: eu até gosto do José Sócrates. Como pessoa, acho que não é mau de todo. Mas como político estraga o cenário todo. E não gosto nada da propaganda do PS. Portanto, fico sinceramente, sinceramente de luto por voltarmos a ter um tão incompetente indivíduo num cargo de tão grande responsabilidade.

Mas é esse o problema? NÃO!!!

O Problema é que os portugueses passaram 4 anos a queixarem-se de Sócrates, a quererem acabar com a "porcaria" do governo... E agora que podiam mudar, vão eleger o mesmo!!!
Poças, eu sei que não foi maioria absoluta, mas estes gajos estão cegos ou quê???
Por favor, POR FAVOR, expliquem-me o porquê do regresso de José Sócrates como primeiro-ministro. Isto não é uma pergunta retórica! Agradeço realmente que me expliquem este facto.
(repito, não é uma pergunta retórica)

Contador

Contador